Não sei direito o que esperar do futuro. Talvez seja melhor nem esperar nada, não é mesmo? Dizem que o bom é a gente viver um dia de cada vez sem pensar no depois, no que virá, na continuação, na parte dois, três, quatro, cinco, seis…”


— Clarissa Corrêa

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Eu tive uma infância foda. Minha diversão era jogar bola, subir em árvore, cair e me machucar, brincar de esconde-esconde e pega-pega, fazia tatuagens de caneta pelo corpo. Ser do mal era mostrar o dedo do meio. Apanhava da minha mãe se eu dizia um "a" quando ela mandava eu ficar quieto. Metia a cara nos livros na hora de estudar e levava uma boa surra se não tirava notas ótimas. Ficava dando selinho nos meninos que eu gostava, e só com o selinho eu já sentia vergonha. As crianças de hoje pensam que diversão é ficar em frente o computador. Estudar é só na internet. Namorar tem que ter sexo, senão não é legal. "Ser criança" perdeu a graça. "Ser criança" perdeu a essência.

*(Leh Fernando)

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